domingo, 27 de dezembro de 2009

TRABALHOS DA 2ª SESSÃO DA ACÇÃO A2

Alguns dos trabalhos realizados pelos formandos do 2º Ano de Formação

2ª TUTORIA

Turma do 2ºAno de escolaridade ( Formanda Mª Alzira)

Recontar a história “A prenda de Natal” com a ajuda da silabinha


A professora com a ajuda da“ Silabinha” conta a história
-Reconto da história pelos alunos
-Dramatização da história entoando as canções que integram a mesma;
- Em grande grupo retiram de um saco imagens sobre a história, dizendo em voz alta o nome da imagem e dividindo em sílabas;

Jogo do pé -coxinho:


-Dividir primeiro a turma em equipas. Um aluno de cada equipa começa o jogo.
-Cada jogador tira um cartão do saco e diz em voz alta o nome da imagem representada e divide-a em sílabas, avançando o mesmo número de casas no percurso, se o cartão for branco. Se o cartão for preto recua.
A realização do percurso é feita ao pé-coxinho. O procedimento repete-se para os outros jogadores. Ganha a equipa que conseguir maior número de elementos a chegar ao fim do percurso. Se houver empate escolhe-se um elemento de cada grupo para desempatar.
- Ficha de trabalho : respondem a questões sobre a história, observam as imagens ,escrevem o seu nome e pintam os circulos correspondentes ao número de sílabas.

Turma de 1º Ano de escolaridade- ( Formanda Ana Cristina)

O boneco de Neve vai à escola contar “Uma histórinha de Natal”

Historinha de Natal

Luísa Ducla Soares escreveu… Manuela Bacelar ilustrou…


Era uma vez uma menina que tinha um cão.
Era uma vez um cão que tinha uma menina.
A menina e o cão gostavam um do outro do fundo do coração.
Por isso, quando chegou o Natal, a menina pensou que era triste os cães não terem Natal. Cortou um pinheiro, enfeitou-o com bolinhas coloridas e espetou-o ao lado da casota do cão.
Quando o cão voltou da caça, viu a árvore de Natal, ficou admirado. Cheirou-a, cheirou e concluiu: - Andou por aqui a mão da menina. Só ela me compreende. Como não havia árvores aqui perto, eu tinha de ir fazer xixi ao outro lado da estrada. Que bom ter agora uma retrete mesmo à pata!
Agradecido, o cão resolveu oferecer também um presente à menina. Farejou pelos caixotes do lixo, pelos quintais, pelas ruas. Até que encontrou um rouxinol com uma asa partida.
- Aqui está um bom almoço para ela. Vou apanhá-lo com cuidado para não o matar.
Sorrateiro, entrou em casa e, vendo a bota da menina junto à chaminé, meteu o passaroco lá dentro.
Quando a menina foi ver as prendas de Natal, encontrou, saltitando sobre os embrulhos, o rouxinol.
- Andou por aqui dente de cão – adivinhou a menina.
– Só ele compreende como é maravilhoso ter um rouxinol para o ouvir cantar.
Ao soar das badaladas da meia-noite, o cão ladrava, a menina falava. Mas ambos diziam:
- Como é bom ter um amigo.

1ªfase- o “boneco de Neve” conta a história;


2ªfase- Reconto da história pelos alunos;

3ªfase-jogo do pé-coxinho;



4ªfase – Resolução de uma ficha de trabalho

Ficha de Trabalho

1º Ano 2ª Sessão PNEP

1-Observa as imagens:

- Diz o nome de cada imagem e pinta os círculos de acordo com o número de sílabas.

Turmas do 1º D (Formanda Cidália) e do 1º G (Formanda Eudóxia)

Um fantoche “A Silabinha” conta a história “A pequena fada das estrelas” ;






-Recontar a história com a ajuda da silabinha;

-Em grande grupo retirar de um saco imagens sobre a história, dizer em voz alta o nome da imagem e dividir em sílabas;





- Jogo do pé -coxinho:



Dividir a turma em equipas, um aluno de cada equipa começa o jogo: cada jogador tira um cartão do saco e diz em voz alta o nome da imagem representada e divide-a em sílabas, avançando o mesmo número de casas no percurso, se o cartão for branco. Se for preto recua. A realização do percurso é feita ao pé-coxinho.
O procedimento repete-se para os outros jogadores. Ganha a equipa que conseguir maior número de elementos a chegar ao fim do percurso. Se houver empate escolhe-se um elemento de cada grupo para desempatar.

- Ficha de trabalho :

Observam as imagens, fazem a divisão em bocados (sílaba) e pintam o número de círculos conforme o número de sílabas.


Turma do 2º N ( Formanda Amélia Balhico)

“ O Baú das rimas”

A professora apresenta o baú das rimas.

-Os alunos vão retirar ao baú palavras soltas lêem-nas ao mesmo tempo que a professora as escreve no quadro. Vão alternadamente um de cada grupo e ordenam-se as palavras consoante os sons.

Inventam-se mais palavras e escrevem-se.

-A professora distribui aos grupos uma cartolina com uma lengalenga diferente e cada grupo terá que ler e completá-la.


-Propõe aos grupos para inventarem outra lengalenga ou se preferirem continuar a sua lengalenga acrescentando elementos novos.


-Leitura das diferentes lengalengas à turma através do porta - voz do grupo.

-Seguidamente os elementos do grupo passam para uma ficha a lengalenga completa e ilustram.

-Auto e hetero avaliação da forma como decorreu aula.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

5ª SESSÃO TEMÁTICA - A1

SUMÁRIO

O desenvolvimento da linguagem oral.
A importância do ensino explícito do vocabulário na compreensão da leitura e na produção textual.
A reflexão orientada sobre o conhecimento da língua e os efeitos da consciência linguística na aprendizagem dos usos secundários da língua e na sistematização desse mesmo conhecimento.


O desenvolvimento da Linguagem Oral

A construção da linguagem oral, assim como a construção do conhecimento, resulta de um processo de interacção entre o sujeito, o meio social e o meio físico (ZORZI, 1993).
A linguagem oral é um processo que necessita de um substrato orgânico íntegro, o bom psiquismo do indivíduo e um ambiente social estimulador (ISSLER, 1996).
Para desenvolver a comunicação oral, o sujeito precisa de ter um motivo e uma intenção de comunicar. A partir da intenção comunicativa as palavras são procuradas para representar as ideias, pensamentos e sentimentos. Ao recorrer ao vocabulário existe a necessidade de organizar tais palavras em frases, respeitando os aspectos gramaticais da linguagem (ZORZI, 1998).
A linguagem é explicitada através da fala; sendo a fala a realização motora da linguagem (TANIGUTE, 1998).
Existem algumas teorias que fundamentam os estudos sobre a aquisição da linguagem, no entanto, aqui vamos deter-nos em três correntes que obtiveram destaque (FERNANDES, 1998):
a) A primeira corrente surgiu na primeira metade do século, em 1934, através de Vigotsky. Preconizou que a interacção social e o instrumento linguístico são componentes decisivos para o desenvolvimento cognitivo. Para ele, a fala possibilita o conhecimento do mundo e torna-se essencial para o desenvolvimento cognitivo. Uma criança que pode falar tem maior liberdade e independência.
b) A segunda baseia-se no estruturalismo europeu de 1936, tendo como seu principal representante Jean Piaget. Para ele, mesmo antes da criança ter a linguagem, o cérebro desenvolve actividades cognitivas devido a uma maturação cerebral biológica. O sujeito nasce com uma capacidade inata, isto é, uma potencialidade para aprender. No entanto, ainda, serão necessários estímulos advindos do meio em que a criança está inserida, para que tenha um desenvolvimento adequado, no que se refere ao linguístico e ao cognitivo.
c) A terceira corrente fundamenta-se no inatismo e teve como seu principal representante Noam Choamsky em 1966. Para ele, o sujeito nasce com capacidades inatas e cabe ao meio apenas estimular o potencial linguístico e cognitivo que já existe. Desta forma, uma televisão ou um rádio, já seria o suficiente para o desenvolvimento da linguagem.

As teorias abordadas acima envolvendo os estudos sobre a aquisição da linguagem continuam a ser estudadas e discutidas pelos cientistas da área.

A Estimulação da Linguagem Oral

Ao abordar sobre a linguagem, KLAUSMEIER (1977) ressaltou que, desde os primeiros meses de vida, a criança já começa a discriminar e compreender a fala das pessoas que estão interagindo com ela. Prestam atenção na sua própria linguagem e na linguagem do outro, percebem o ritmo, as rimas, gostam de adivinhas e de brincar com os sons das palavras.
No que se refere à construção da linguagem oral, as crianças com Síndrome de Down apresentam maior dificuldade quando comparadas a crianças normais. Os estudos realizados por HORSTMEIER (1995) e BENATTI et. al. (“sem data”), no qual, verificaram que a frequência de perdas auditivas, alteração de mobilidade e tonicidade da língua e lábios são ocorrências frequentes e significativas no desenvolvimento da criança e consequentemente na construção da linguagem oral. A expectativa do meio com relação à comunicação da criança, ou seja, a maneira como é tratada terá papel preponderante na construção e desenvolvimento da linguagem oral.
A deficiência mental é caracterizada por um funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, podendo haver limitações associadas à comunicação, cuidados pessoais, habilidades sociais, desempenho na família e comunidade, independência na locomoção, saúde e segurança, desempenho escolar, lazer e trabalho.
A escola pode incidir positivamente sobre o desenvolvimento da comunicação oral. Oferecendo-lhe um lugar de destaque na aprendizagem escolar e desvinculando a enfática importância atribuída de forma predominante à comunicação escrita. Sendo assim, a linguagem oral deve ser estimulada como um meio para transmitir o pensamento e para descrever a realidade; formando sujeitos capazes de transmitir informações ao interlocutor em diferentes situações e por diferentes meios como: telefone, narrativa oral e outros. O professor deve estar atento aos mecanismos de aquisição da linguagem da criança, avaliando como ela entende a linguagem que recebe e o que ela quer dizer quando se expressa (DELVAL, 1998).
A habilidade de explorar ludicamente as estruturas sonoras das palavras, o seu significado e padrões de entoação, proporciona à criança maiores possibilidades com o código oral e um melhor desenvolvimento no processo ensino - aprendizagem (ALLIENDE & CONDEMARIN, 1987; PEREIRA, 1997; ZORZI, 1998 e SOLÉ, 1998).
Um estudo realizado por SOUZA & MARGALL (1999) com crianças do ensino fundamental, destacou a importância do trabalho de estimulação da linguagem oral nas escolas, através de actividades lúdicas.
O ritmo, a entoação e a musicalidade das palavras funcionam como reais possibilidades de despertar a criança para a comunicação, proporcionando-lhe sorrisos e gargalhadas, além de garantir o contacto com a oralidade de uma forma lúdica e descontraída (KAUFMAN, 1995).
O contacto natural, prazeroso e contextualizado do aluno com vocábulos diversificados e constituintes do seu universo possibilitam uma gradativa interiorização de conceitos, como, por exemplo, relacionados ao seu corpo, tempo e espaço, além de estimular a coordenação motora, ritmo e socialização (LOPEZ, 1996).
DIAS (2000) considera que a música pode ser um eficiente canal de comunicação entre o sujeito e o mundo. Este momento oferece a possibilidade de trabalhar a linguagem no seu aspecto pragmático, semântico e gramatical. Possibilita buscar o indivíduo, em formas mais evoluídas e diferenciadas de comunicação, mesmo que não seja a fala.
As crianças com dificuldades de aprendizagem podem ser beneficiadas através de actividades envolvendo a música. A manipulação lúdica das palavras contidas na letra da canção, identificar e reconhecer as rimas, as sílabas e os fonemas contribuem para o desenvolvimento da consciência fonológica, o que favorece o processo educativo (BRADLEY & BRYANT, 1991; CAPOVILLA & CAPOVILLA, 2000; STEVAUX, 2003; ALMEIDA & DUARTE, 2003).
Num estudo sobre livros infantis como material para a construção da linguagem, VIOLA (2002) discute sobre a literatura infantil existente no mercado e afirma que os poemas modernos agradam ao público infantil devido à sua proximidade com as canções de embalar, das cantigas populares e folclóricas.

Conclusão

Na estimulação da linguagem oral, a observação e a avaliação são fundamentais para detectar pequenos progressos e compreender os avanços linguísticos do aluno. À medida que avaliamos e conhecemos o perfil do aluno ou do grupo, é possível definir estratégias ricas e variadas, possibilitando com isso uma vivência agradável com as palavras.
Na educação especial, a parceria entre o fonoaudiólogo, o educador e o psicopedagogo é muito importante, pois cada profissional com a sua visão poderá aplicar o seu conhecimento no sentido de ampliar, diversificar e potencializar estratégias utilizando a música.
A criatividade, o direccionamento e a organização das estratégias podem ser importantes potenciadores na construção da linguagem oral.

Websites:
http://www.filologia.org.br/pereira/textos/odesenvolvimento.htm (muito interessante)
http://www.filologia.org.br/ixcnlf/3/03.htm